Desejo Compartilhado
Era pra ser só uma noite comum entre amigas.
Vinho, risadas, aquelas conversas que só acontecem depois da segunda taça. Clara sempre foi mais ousada do que eu — mais livre, mais direta, mais dona de si. Eu admirava isso nela em silêncio, desde sempre.
E naquela noite, pela primeira vez, eu deixei de apenas admirar.
O marido dela, Caio, estava em casa também. Lindo como sempre, cheiroso como sempre. Ele circulava pela sala oferecendo mais vinho, servindo a gente com aquele sorriso de canto que eu nunca soube decifrar. Eu tentava não encarar muito, mas quando ele se sentava, a tensão entre nós parecia crescer silenciosa, quase imperceptível — mas presente.
“Você nunca ficou com uma mulher?”
Foi Clara quem perguntou, assim, do nada, com os olhos semicerrados e aquele sorriso curioso.
Neguei com a cabeça, rindo meio sem graça.
“Nem vontade?”
Hesitei. Tentei brincar, dizer que já tinha tido curiosidade… mas a verdade escapou antes que eu pensasse duas vezes.
“Já tive. Mas nunca tive coragem.”
Ela apenas sorriu e se aproximou de mim.
Não senti medo. Nem dúvida.
Senti calor. E a mão dela sobre a minha coxa.
“Então talvez hoje seja o dia”, ela sussurrou.
Eu ouvi o som do copo sendo colocado na mesa, e quando olhei, Caio nos observava. Não havia choque, nem ciúme. Só desejo. E algo mais… como se aquilo já tivesse sido combinado entre eles. Como se eu já estivesse ali antes mesmo de saber.
Clara me beijou devagar, com a delicadeza de quem entende o ritmo do outro corpo. Era diferente. Mais suave. Mais exploratório. Meu coração batia tão rápido que achei que ela fosse ouvir.
A mão dela subiu pela minha cintura, por dentro da minha blusa. Arrepiei inteira.
Quando senti as mãos dele por trás, me puxando pela cintura, um arrepio percorreu minha espinha. Caio beijou meu pescoço com firmeza, enquanto Clara me conduzia com os lábios e os olhos. Eu estava entregue. E pela primeira vez, não queria pensar em mais nada.
As mãos dele foram firmes quando seguraram minha cintura, me puxando pra trás, enquanto os lábios de Clara exploravam os meus com mais fome agora.
Era como se meu corpo estivesse em combustão.
Eu sentia o calor entre as pernas pulsar, o peito arfando, a pele hipersensível a cada toque.
Caio beijava meu pescoço, descendo lentamente pela minha nuca, enquanto a mão dele passava por cima da minha blusa, apertando meus seios por cima do tecido — e mesmo assim eu estremeci.
Clara parou o beijo só por um instante e me encarou, séria e doce ao mesmo tempo.
“Relaxa… deixa a gente cuidar de você.”
E foi o que eu fiz.
Ela tirou minha blusa com cuidado, olhando cada pedaço de pele que se revelava.
Meu sutiã logo foi aberto por Caio, que me acariciava como se já conhecesse meu corpo.
Clara se abaixou, beijando meu colo, descendo até meu umbigo.
Eu sentia os dedos dele deslizando pela lateral do meu corpo, abrindo o botão da minha calça com calma, como se fosse um presente.
Fiquei completamente nua ali, diante dos dois.
Mas não senti vergonha. Senti tesão.
Era como estar no centro de um ritual — e eu era o centro da atenção, do desejo.
Caio se abaixou atrás de mim, suas mãos abrindo levemente minhas pernas, enquanto Clara deitava de frente pra mim, os seios à mostra, mordendo o lábio, observando cada reação minha.
Quando senti a língua dele entre minhas pernas, arqueei o corpo involuntariamente.
Foi quente. Molhado. Intenso.
Ele sabia exatamente o que estava fazendo.
Sua língua explorava meu clitóris com ritmo, ora lento, ora firme, enquanto seus dedos me penetravam com uma precisão deliciosa.
Clara começou a acariciar meus seios, sugando meus mamilos com vontade, gemendo baixo enquanto me tocava.
Minha respiração ficou descompassada.
Clara estimulando meu corpo junto, meu orgasmo veio rápido. Inesperado. Forte.
Soltei um gemido rouco, trêmula, sentindo minha perna falhar.
Mas eles não pararam.
Caio se levantou e tirou a roupa, me mostrando o quanto estava excitado.
O pau dele estava duro, grosso, e quando ele encostou em mim, senti o corpo inteiro vibrar.
“Pode?”, ele perguntou, olhando nos meus olhos.
Assenti, mordendo o lábio, com o coração disparado.
Ele se encaixou entre minhas pernas, me penetrando com calma, abrindo espaço dentro de mim como se soubesse que era o que eu mais queria naquele momento.
Clara deitou ao meu lado, me beijando enquanto ele me comia.
Eu sentia os gemidos dela misturados aos meus, o calor do corpo dele, os olhares dos dois sobre mim.
Era como estar em chamas — e eu não queria apagar.
Ele começou devagar, me dando tempo pra sentir, pra aproveitar.
Depois, mais fundo. Mais forte.
Eu gemia alto, sem medo.
Segurei firme nos lençóis, enquanto ele metia com firmeza, e Clara acariciava meu clitóris com os dedos, me fazendo gozar de novo — mais intenso. Mais molhado.
Meu corpo inteiro tremia.
Caio gemia junto, os músculos tensionados, até que saiu de dentro de mim e gozou no meu abdômen, quente, pulsando, os olhos vidrados nos meus.
Deitamos os três, ofegantes, suados, rindo baixinho, meio incrédulos do que tinha acabado de acontecer.
Eu nunca mais seria a mesma.
Jane Bernardino
Todos os contos são de minha autoria — e estão protegidos por direitos autorais. Curtiu? Me siga pra mais histórias que provocam, arrepiam e viciam. @eusou.kika
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