Uma noite no Hospital 1ª Parte


Trabalhávamos no mesmo hospital e grupo de infectologia, ele é lindo, alto e forte, parecia mais um modelo do que um médico, as enfermeiras não disfarçam bem a admiração que tem por ele, de vez em quando eu pegava uma ou outra o olhando intensamente.
 Ele nunca me deu motivos para que eu pensasse que ele estava dando em cima de mim. "Uma pena"
 Algumas vezes nosso chefe do departamento de infectologia, tinha que balançar suas mãos em minha frente para que eu acordasse das minhas imaginações pervertidas com o meu colega de grupo.
 Uma vez tive que ficar fazendo plantão por causa de um paciente que estava mal, eu iria fazer uma aglomeração de exames, para minha surpresa, ELE me ofereceu ajuda:

Eu; Nem é seu dia de plantão! “Sorri”.

Ele; “Sua voz é tão sedutora”. Não tem problema, eu não vou sair para lugar nenhum e o paciente também é meu. “Ele sorriu lindamente”.

Eu; Então, tudo bem!

Entramos na sala que iríamos passar a noite revirando e fazendo exames, de vez em quando eu o olhava intensamente, eu o imaginava me jogando em cima da mesa e acabando comigo.

Ele; “Ele sacudiu as mãos em minha frente”. Dormiu? “Ele riu”.

Eu; “Fiquei vermelha”. Desculpa!

Ele; Tudo bem, você deve está cansada, é normal dormir sentada. “Ele continuava rindo”.

Eu; A gente é do mesmo grupo há 2 anos e quase não nos falamos “Me virei para ele, ele mexia no microscópio”. Conte-me sobre você!

Ele; “Ele olhava no microscópio”. Eu amo meu trabalho, moro sozinho e sou noivo, passo mais tempo aqui no hospital do que em qualquer lugar, minha noiva é modelo, a gente namora desde da adolescência. “Ele me olhou intensamente”. Não sei me descrever, nunca fui bom nessas coisas. “Ele se ajeitou na cadeira”. Fala você!

Eu; Eu também amo meu trabalho, moro sozinha e também passo mais tempo aqui do que em casa, sinto falta da época de escola, faculdade e namoros “Eu ri com as lembranças”. Já amei intensamente e loucamente, sofri muito por causa disso, agora só quero amar a mim mesma. Também não sei me descrever! "sorri"

Ele sorriu e fez uma carinha de bebê, continuamos nos olhando por alguns segundos e então ele voltou a olhar no microscópio, eu peguei o resto da papelada do paciente e continuei examinando.
 Era mais ou menos 02:30 da madrugada quando acabamos a primeira etapa, ele foi ao quarto do paciente olhar como ele estava, se precisava de morfina ou alguma coisa; Quando ele voltou, ele trazia dos copos de capuccino e me entregou um.

Ele; Nada melhor que um capuccino há essa hora! “Ele riu e eu sorri”.

Eu; Obrigada! “Dei um gole no capuccino e depois falei limpando o bigodinho que eu sempre ficava”. Sua noiva não fica chateada de você sempre está aqui no hospital?

Ele; “Ele demorou alguns segundos para responder”. Ficar, fica sim, mas ela tem que entender que foi esse trabalho que escolhi. “Ele se calou e depois se virando pra mim disse:”.
 Já não é a mesma coisa, meu relacionamento esfriou faz alguns anos, eu já tentei de tudo para que não chegasse ao fim!

Eu; “Dei mais um gole no capuccino”. Sinto muito, mas porque você não termina logo? “Eu queria que ele fosse solteiro, mas não queria que fosse forçado a isso”.

Ele; Sinto-me o homem mais covarde do mundo fazendo uma mulher chorar, já tentei, mas ela chorou muito e eu não agüento ver mulher chorando!

Eu; Entendo! “Levantei-me para pegar a caixinha onde ficam os vidrinhos de sangue”.

Ele; Nunca pensou em ser outra coisa?

Eu; Sempre gostei de cuidar de outras pessoas. “Eu o olhei maldosa”. Você nunca pensou em ser modelo?

Ele; “Ele gargalhou de leve”. Fiz alguns trabalhos para fora do país, mas nunca pensei em seguir essa carreira de fotos, passarelas e etc..

Eu examinava o sangue do meu paciente, achei uma coisa errada e fiquei meio que com uma pulga atrás da orelha, eu o olhei, ele estava lendo uns papeis, voltei minha atenção para o que eu estava fazendo, até que não agüentei mais e falei:

Eu; Olha só essa amostra do sangue do nosso paciente!

Ele se sentou perto de mim, tão perto que seu braço roçava no meu de vez em quando; Ele olhou e quando se virou para me olhar, nossos rostos ficaram tão perto que meu coração acelerou loucamente; Ficamos nos olhando durante um tempo até que eu tomei a iniciativa que eu já queria ter feito a algum tempo; O beijei, me entreguei a aquele beijo que foi tão bom, mas ele se recuou depois de algum tempo e eu fiquei muito sem graça.

Eu; Desculpe-me, eu não queria, foi...

Ele; “Ele estava em pé”. Não, tudo bem; Eu que tenho que pedir desculpas.

Ele se calou e saiu da sala, fiquei sozinha e calada, estava indo tudo tão bem, não me controlei e pus tudo a perder, como sou burra, idiota, não sei nem controlar uma vontade.
 Enquanto eu me xingada mentalmente, ele entrou novamente na sala e me puxou da cadeira colando seu corpo ao meu e me dando um beijo quente e provocante.

  Continua...

                  

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Próximo capítulo  

Depois daquele beijo quente que me tirou o ar e me deixou tonta, eu o olhei intensamente e dei um sorriso malicioso;
 Ele me levantou com uma pegada tão forte que me deixou louca, ele tirou tudo que tinha em cima da mesa e me colocou sentada nela e depois foi fechar as janelas e a porta.




Autora: Jane Bernardino.

 Previna-se, use camisinha.




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